sexta-feira, 22 de abril de 2011

só por estar apaixonada por Florbela =)


EU...

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada ... a dolorida ...

Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...

Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber por quê...

Sou talvez a visão que alguém sonhou.
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!

                                                  Florbela Espanca

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Até logo... até logo.... até logo... até logo.....

"Jornalismo está em tudo." Essa frase ouvi de um professor de redação jornalística há tempos atrás. Você vê pauta (título dado para o assunto que vai virar matéria ou entrevista) em tudo. Desde o bibelozinho da sua tia pendurado na estante até a queda de um ditador. Basta você encontrar e saber usar cada assunto. Os programas diários precisam lidar com tudo isso todos os dias. Não é uma tarefa fácil, os números de audiência que sobem e descem a cada segundo martela a cada instante na mente dos editores e produtores.
No filme, Uma manhã gloriosa (Morning glory), com Harrison Ford, Diane Keaton e Rachel McAdams, fala desse aspecto na TV. Claro, por se tratar de um filme ele foi romanceado. A história se volta em Beck Fuller, uma jornalista em busca de emprego após perder o seu próprio numa empresa de TV. Desesperada, após ouvir da mãe que sonhar só traz esperança ao fracos, aceita o trabalho de produtora num programa falido.
Sua missão é elevar a audiência de um dos programas matutinos mais tradicionais da TV americana. Por ser nova em uma empresa, é lógico que ninguém gosta - de início - ela irá tentar conquistar os durões e um deles é Mickey Pomeroy, interpretado aqui pelo excelente Harrison Ford. Velha guarda do jornalismo, premiado e reconhecido mundialmente, esse jornalista está literalmente em fim de carreira. É um personagem durão, mas com coração de manteiga (clichê eu sei...). Ford está sensacional nesse papel, adorei suas caras (na maior parte única, caricata). Nos seus quase 70 anos seu charme, contudo, ainda está em voga e esse galã sessentão empresta um pouco do seu Indiana Jones para esse homem egoísta.
A fotografia é, em alguns momentos, lindíssima. Uma boa sacada do diretor é uma sequência de cenas sobre a montagem do jornal, onde uma música erudita toca em conjunto com cenas dos bastidores do jornal. Maravilho ver as funções que vejo todos os dias no meu trabalho exposta à minha frente na tela grande como mágica. O diretor de imagem surge como um maestro empunhando a batuteta, dizendo através de seu púpito qual câmera, onde deve estar cada apresentador/repórter para o enquadramento (romanceado, porque é um pouco diferente da realidade).
Infelizmente esse filme não foi feito para o público não jornalista, por não aproveitar bem os personagens (Mickey Pomeray ficou um pouco apagadinho, ou o romance da produtora Beck). Contudo, como a maoria dos filmes esse possui uma moral, bonitinha, igual a livros infantis como Chapeuzinho Vermelho. Você é humano, não um robô, portanto viva! Ficar focado apenas no trabalho verás a vidar passar diante de si e arrependarás no futuro. Uma moral a todos que vivem apenas no trabalho, e principalmente ao jornalista, que fica focado em procurar matéria a todo o tempo e esquece que um dia tem vida própria.

Gostinho de quero ver:

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Lobato

Estava querendo postar alguma coisa mas sem ideias até ver que hoje é o aniversário de Monteiro Lobato. Ele que foi um dos meus autores preferidos na infância. Alguém ainda se lembra dos pedidos da professora para algum livro infantil que você tenha que ler e trazer para sala? Pois bem, o meu foi As reinações de Narizinho. Uma obra prima perfeita para quem quer começar a entrar em um mundo sem volta ao universo das letras.
Monteiro Lobato criou personagens marcantes para aqueles que tiveram a oportunidade de conhecer suas obras. Narizinho, Saci, Emília, Visconde de Sabugosa, Dona Benta, tia Anastácia. Foram tantos que enumerá-los é complicado. Até hoje sou fã da boneca de pano que ganhou vida e se tornou ícone do que é a mente infantil, da liberdade imaginativa. Alguns de seus personagens ganharam vida fora de seus livros, caso de Dona Benta que virou capa de livro de receitas. Em meados da década de 50 e depois em 60, 80 e finalmente 2000 o pessoal do sítio ganhou serialização em TV. Foram milhares de crianças que tiveram a oportunidade de conhecer essa obra maravilhosa.
Claro que ele não escreveu apenas para crianças, mas foram com elas que ele se tornou conhecido e apreciado. Embora hoje muitos digam que seus livros tem conotação racista e que não devam mais fazer parte dos bancos escolares (na real acho um absurdo esse projeto que tende a proibí-los), acredito que eles sim devem fazer parte do imaginário infantil. É com ele que muitas conhecem personagens do folclore nacional, o homem/garoto do interior.


terça-feira, 5 de abril de 2011

como vc fala?

Ler, ler, ler!!!
Sempre é bom, falo isso direto que ás vezes chega a ser chato. Anfã!
O bom de voltar aos bancos escolares é a quantidade de livros que agente tem acesso, pelo menos de títulos. Estou com um sem par para ler com O vendedor de passados, do autor africano José Eduardo Agualusa. Ainda não o li, mas já sei que preciso fazê-lo ainda nesse mês. Nessa mesma reta tenho mais um grande português para ler.
Outra coisa que me chama a atenção ainda são como as palavras são faladas pelas pessoas. Cada região tem seu jeito de falar, ou sotaque, como preferir. Uma de nossas atividades é tentar ver como o pessoal da nossa região fala. Algo que aprendi lá, até os 16 anos você normalmente adquire o sotaque da região em que você viveu. No meu caso o sul do estado (agora entendi porque o pessoal daqui, Floripa, me zoa quando falo alguma palavra com um /r/ mais puxado... -.-). São coisas assim que me fazem querer aprender, conhecer algo diferente e novo. Ler dá essa oportunidade, conversar, conhecer o diferente também.
Então gente, leia! Converse! Se divirta com os colegas, amigos e desconhecidos que um dia venham a se tornar uma boa lembrança em sua mente. =)

segunda-feira, 21 de março de 2011

ei, avisasse alguém?... oops!

Quando você sai num fim de semana, por acaso avisa a alguém?
Seria bom.
Pelo menos essa é a moral da história que o filme 127 horas conta. Ela mostra os dias fatídicos que o alpinista Aron Ralston, aqui vivenciado pelo ator James Franco, sofre ao ter que amputar seu braço direito depois que ele ficou preso por uma pedra no meio do deserto em Utah, Estados Unidos. A película começa como qualquer outra normal, um rapaz se arruma apressadamente para um dia de aventuras numa região de canions. Era para ser um simples sábado, escalando, divertindo-se. Contudo, algo dá errado. Uma "pequena" pedrinha cai por sobre seu braço após escorregar numa parte da escalada. O dia que seria calmo de repente se torna tenso. Pois ele se lembra que não avisou ninguém, não deixou bilhete algum sobre onde estava ou o que fazia.
O filme por si é tenso, mostra a ansiedade do personagem ao se dar conta desse pequeno e indiferente deslize. Concordo com o médicos que dizem que as cenas são fortes. Fiquem preparados! Como são momentos de sobrevivência, claro que as partes nojentas, como beber a própria urina, aparece. Mas a pior com certeza é a cena da amputação. Tiro o chapéu para Danny Boyle que criou o take, o ator que interpretou com esmero e a equipe que capturou cada detalhe de uma única vez! Em entrevistas para divulgação do filme, Boyle informa que utilizou a ajuda de médicos de verdade para criar a cena com total perfeição. E deu certo!
Ela choca, mas é através desse choque que ele vem dizer: "ei, quando saires de casa avise alguém pra onde você vai..."
Ao fim, temos a chance de conhecer o verdadeiro Aron. Filme bom, super indicado, mas que recomendo que assista no conforto do seu lar, se você se impressiona fácil.

Trailer pra ficar com jeitinho de quero mais: http://www.youtube.com/watch?v=OlhLOWTnVoQ

segunda-feira, 14 de março de 2011

Tsunami

A semana que passou ocorreu uma série de desastres naturais em terras orientais. Digo no plural, porque para mim o terremoto seguido de um tsunami é algo para ser dito no plural, mas enfim. O Japão sofreu um dos mais fortes terremotos registrados desde 1900, cerca de 8,9 na escala Richter. Com um tremor tão forte, um onda gigante se formou e devastou algumas regiões ao norte do país.
Muita gente conseguiu escapar por conta do aviso, mas cerca de duas mil pessoas morreram e outras tantas encontram-se desaparecidas. É um caso desolador, mas que não foi maior por conta da tecnologia e da organização que o país possui.

Mesmo assim, é difícil para alguém ver tudo o que conquistou ser perdido, assim, com o levar das ondas. As imagens que correm a rede são assustadoras, devastadoras e marcantes. Pessoas do mundo inteiro estão se unindo para ajudar a um povo que, como a fênix, aprendeu a se reerguer sem reclamar. A mim, por enquanto ficam palavras de apoio e oração. Gostaria de estar lá para ajudar, seja dando informações aos daqui, seja como corpo de ajuda. Dizem que o jornalista é um urubu disfarçado, concordo em parte. Somos caçadores de desgraça, mas também de renovação, de solidariedade e força. Buscamos informações e fatos que possam alimentar a esperança daqueles que estão longe.
Caso queiram alguma informação sobre alguém da terra do sol nascente, a Cruz Vermelha liberou um link para consulta de brasileiros que vivem por lá.

Caso queiram ajudar de alguma forma, as organizações não governamentais pedem que enviem dinheiro, pois é o método mais barato e rápido para garantir ajuda. A Cruz Vermelha americana está disponibilizando um site para doações:

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Ilegalmente

Ser imigrante não é fácil. Principalmente se você se mudou para um país sem ser aceito legalmente. A vida que a imigração ilegal proporciona não pode ser dita como legal, nem posso afirmar que seja ruim ou boa. Muitos filmes, livros e reportagens mostram como a vida dessa pessoa é ou foi durante sua estada no país de seus sonhos. Massacre no bairro chinês, original San suk si gin, tem como fundamento a vida de imigrantes chineses ilegais no Japão (sim gente, não é só os EUA que tem esse problema!). É um filme sério, difícil e algumas vezes tenso.
Jackie Chan dá a vida a Tieto (nas dublagens americanas ele se torna Nick, o porquê da mudança de nomes eu não sei, mas achei meio estranho) um mecânico que abandona sua vida na China para ir atrás de sua namorada que foi ao Japão tentar ser rica. Ele passa por muitas dificuldades até encontrar seu grande amor. É através dele e seus companheiros que conhecemos a vida dos imigrantes ilegais, quais trabalhos estão fadados a ter e o que podem fazer para se tornar legais. A criminalidade, nesse ponto se tornou um ponto forte para eles. Não digo que todo ilegal tem que entrar na criminalidade para se tornar alguém dito como cidadão do país ao qual almejou, mas nesse filme em específico foi demonstrado essa visão. (por favor se você for tentar imigrar para outro país tente de forma correta e legal, ok?)
É um dos filmes mais sérios de Chan, que ficou conhecido por seus trabalhos cômicos em meio a filmes de ação. Em algumas entrevistas concedidas durante a divulgação do filme Karatê Kid, Chan afirma que este filme foi muito difícil de fazer devido a carga dramática a que ele dispõe. A batalha pscicológica e moral que ele trava é demonstrada durante todo o período da película.
Digo que gostei por ser sobre um assunto que até então não conhecia a fundo, e também por ver um lado que desconhecia da atuação de Jackie Chan. Não consegui ver ao filme na versão original, apenas na dublagem em inglês, que afirmo ser um pouco sofrível, como delay no áudio, ou traquejos que os atores fazem durante a atuação que não entra na versão em outras línguas (nada contra os dubladores, aliás, os brasileiros ficaram melhor nisso, mas sou a favor das versões originais com legenda).