quinta-feira, 14 de outubro de 2010

mineiros...circo...furo...

O acidente ocorrido numa  mina de cobre, no Chile, em agosto desse ano foi chocante para todos que vivem da mineração. Melhor, foi para todo mundo, pois não havia notícias de algo assim até então. Acidente, obviamente ocorrem o tempo todo, mas com chances de muitos estarem vivos é difícil; o resgaste, as chances são menores ainda.
O país chileno junto com a NASA tentou e conseguiu, no entanto, salvar 33 homens presos sob o solo, a exatamente 700 metros abaixo de nós. Foi um milagre midiático. O Big Brother que mais vendeu jornal, acredito, até agora. Afinal, qual foi a pessoa que não ligou, por apenas alguns segundos, a TV para ver o que estava acontecendo? Ou procurou na internet, ou então ao colega de trabalho? Sim, isso vende, e obviamente que empresas jornalísticas não iam perder esse fatia. Jornais do interior de países que nada tinham com o caso criaram matérias para falar do acidente, usando exemplo fúteis. Faz parte, é preciso lançar mão da criatividade do jornalista para vender.
Veja, não estou dizendo que tudo isso foi em vão ou que estou sendo incenssata ao escrever que a tragédia foi simplória. Não, a vida de pessoas é importante, assim como de outros animais. Só que não concordo com o circo montado para o evento. Foi uma tragédia, algo que não ocorre todos os dias, triste, mas enfim, eles são cientes do caso. Trabalham num buraco e sabem que a qualquer momento pode acontecer um acidente, ponto. O negócio, para mim, não é o acidente mas a mídia em si que armou toda uma atração, com direito a pipoca e guaraná. Foi um jogo da mídia que rendeu dinheiro para as companhias.
Ao comentar sobre algo no Twitter, um amigo me solta a seguinte frase: "Montanha dos sete abutres". Esse é um filme, visto principalmente pelos alunos de jornalismo. De 1951, Ace in the Hole, com Kirk Douglas no papel de um jornalista, conta a história de um repórter que para conseguir vender seu jornal vai atrás de um furo. Para isso, descobre que um  mineiro está preso numa mina na região do Novo México, EUA. Todo um circo é montado, exatamente como o que vemos hoje. Vende-se muitos jornais e a esperança toma conta do pequeno vilarejo que cerca a mina. O final? Bem, prefiro dizer que é um pouquinho diferente do que vimos com os mineiros chilenos.
É um filme antigo, em preto e branco, mas prende a atenção todo o momento.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

livrinhos!!!

A um tempinho não escrevia. Não, não foi por falta de tempo, mas sim coragem para enfrentar as teclinhas brancas do meu computador.... mas prometo melhorar daqui para frente!
Bom o post de hoje é sobre um livro que li a pouco tempo. Adoro ler, como diria uma frase na biblioteca que minha mãe trabalhava: "a leitura é o alimento da alma", histórias policiais, romances, aventuras, suspense e terror são os que mais me chamam a atenção. E nesse caso escolhi o livro de Chelsea Cain, Coração apaixonado. O nome é xunbrega (como a maioria das traduções) mas a história nos prende do inicio ao fim.  Diria até que foi graças as minhas amigas que pude ter um pouco mais de diversão. Já que não lia a um bom livro policial desde Sherlock Holmes e os do detetive Poirot. 
Bem, esse livro faz parte de serialização que a autora fez, ou seja, para ler esse é preciso passar pelo primeiro, Coração Ferido. Infelizmente as histórias são ligadas, claro que é possível ler um sem precisar do outro, mas para um bom entendimento precisa ler todos, ok?
Bem a história é sobre  uma assassina serial e seu policial, Archie Sheridan. Amor, trapaça, morte, sangue jornalismo, tudo está envolto nesses livros que descrevem com detalhes cenas de tortura e de apreensão. Fique tranquilo não contarei o livro inteiro, apenas umas linhas sobre o que são os livros. O primeiro fala de mortes ocorridas pelas mãos de uma seria killer, apelidada de beleza morta, e a busca incessante pelo policial para saber quem é ela. No segundo, aparecem novas mortes e o possível surgimento de um novo assino nas redondezas, cabe ao detetive Sheridan encontrar o seu rastro, será que ele consegue? Ao mesmo tempo ele precisa superar as marcas do passado... hmmmm =D
hehhehe.... 
O próximo livro é Evil at Heart (algo como Coraçao diabólico... se for traduzir de forma bem chula.... na boa deve ser essa a traducao q darao... -.-) e foi lançado em setembro do ano passado nas livrarias americanas. 
yeah!! =)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

IiiiiAAAAAHHH!!!

Final de semana foi intenso. Diferente dos outros, passei o fim de semana lendo e vendo filmes. Pude até ter o prazer de experimentar dormir à lá campista.... o colchãozinho de edredon tava o bicho =3
hehe Anfã....
Vi a dois filmes bacanas nesse findi, filmes que servem para pensar e para rir, e muito! O primeiro da noite escolhido foi o recém-lançado Killers, que no Brasil entrou como Par Perfeito (ainda não entendo essa de renomear filmes totalmente diferente do original...u.u), com Ashton Kutcher e Katherine Heigl nos papéis principais. A química entre eles está sensacional. Caras e bocas são as principais razões para as risadas, além é claro das falas, isso pode fazer você se identificar com os personagens. A fotografia não é lááá de especial, mas os primeiros minutos do filme mostram um visual bem bacana. Se você está a fim de liberar a sua mente e descansar um pouco da vida de trabalho, casa, filhos, faculdade, etc.... essa é a oportunidade.
Outra película, lançada essa semana em terras tupiniquins, é Katate kid, com Jackie Chan no papel de um homem sofrido mas que inicia a volta por cima após ouvir as palavras de seu aprendiz. É um remake do sucesso de 1984, com Pat Morita no papel que hoje pertence ao mega star chinês. Embora possua o mesmo nome, o atual tenta passar mais seriedade a cada minuto. Lições são aprendidas, coreografias são passadas. Um filme intenso sem deixar de ter a leveza da criança. Outra diferença é a arte marcial aprendida. Sai o Karate, entra o Kung Fu. A arte milenar está em todo o momento e nos deixa vislumbrados a cada cena. Claro que temos que deixar a imaginação rolar quando o assunto é competição, não podemos esquecer que estamos vendo um filme de Hollywood.
Um ponto que preciso comentar aqui é quanto a fotografia. É belíssima, uma obra de arte, claro que a locação do filme ajuda, mas mesmo assim parabéns ao direitor de fotografia, ficou muito bonito. Todo o visual faz um conjuto bacana com a sonoplastia, uma química excelente, em falar nela, os dois atores se entrosaram perfeitamente. Não dá para não ver um e não pensar no outro.
Jackie Chan, à parte, me surpreendeu bastante. Acostumada a ver filmes cômicos seus, esse foi o primeiro que o vi como sendo um personagem mais sofrido, mais sério. Dizem que ele está buscando personagens diferente dos que atuava, para expandir horizontes, não vejo a hora de ver novos filmes dele. =)






Vou colocar aqui os trailers dos filmes...hehe... não perder o costume, né? ^__^
Karate Kid: http://www.youtube.com/watch?v=2SmmxvHLsKk&feature=fvst
Killers: http://www.youtube.com/watch?v=Xn-MRAqsBGM

sábado, 21 de agosto de 2010

cineminha.. uhuuuu

Aqui estou após um tempo no limbo. Pois é, às vezes isso me acontece, fico sem escrever ora por não ter assunto, ora por não ter a paciência que todos juram que possuo para entrar no blog e escrever. Mas anfã... Contando a novidade da última ida ao cinema. Vi a dois filmes que achei muito bons, tipo no quesito pipoca.
O Aprendiz de Feiticeiro (The Sorcere's Apprentice), com Nicolas Cage, é cheio de efeitos e entradas engraçadinhas. Para quem gosta de um filme sessão da tarde, em que não é preciso muito cérebro para entender o enredo, essa é a pedida. Claro, é uma produção Disney e como os antigos filmes da empresa, o bem sempre vence, e o mal, obviamente, se dá mal (ficou clichê...eu sei -.-'). Para mim, o filme já valeu pela cena em homenagem ao Fantasia, desenho de Walt Disney. O aprendiz faz exatamente como o Mickey; encanta vassouras, esfregões e outros apetrechos de limpeza. Inclusive a música é a mesma do desenho, muito bom isso. Por falar o filme foi baseado nessa cena, quer dizer inspirado.
Passando para o próximo filme, O último mestre do ar (The Last Airbender), de M. Night Shyamalan, é outro cheio de efeitos especiais. Baseado no desenho da Nickelodeon, Avatar, essa película foi realizada para os cinemas 3D. Os atores não são orientais, quer dizer, não são como os do desenhos, como se fossem todos de uma única nação chinesa (eu sei, ficou ruim essa explicação, mas não tinha outras palavras em mente no momento), e sim com atores de várias partes do mundo. Inclusive o ator que atuou em Quem quer ser um milionário? está nesse filme. Outro também figurinha hoje conhecida no mundo cinematográfico é Jackson Rathbone, ator coadjuvante da série Crepúsculo.
Bem, o que dizer, eu gostei do filme, bem pipoca, mas não tão engraçado como o desenho. Essa é a diferença entre eles. Se você é fã incondicional do desenho vai sentir falta das partes mais engraçadinhas. Quanto ao roteiro, é bem parecido com o original, tanto que fiquei com gostinho de quero mais ao fim dele. Enfim, boa pedida para se divertir num fim de semana.
Ah! Só um contra nisso tudo, a própria sala de cinema. Foi o fim da picada, falta de respeito, o que você quiser chamar para isso. Você vai até eles, compra um bilhete esperando se entreter numa noite (sim porque filme legendado em 3D só depois das nove da noite... uma pena...) e de repente ele trava! Sim! Trava no meio do filme, como se fosse aquele seu jogo pirata para playstation... foi mal e sinceramente me fez pensar se o cinema possui tanta qualidade assim.... Eu consegui assistir, mas não mais naquele clima do início... foi uma pena... u.u'
ah! vou deixar aqui os trailers dos filmes para ficarem com um gostinho de quero mais.. =)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

devagações

Estou de férias da faculdade e de fato, só estou lendo quadrinhos (mangás na verdade) e literatura fantasiosa... aí vejo o twitter das minhas colegas e de classe e os comentários de leitura são Poe, Leminski e mais cabeções literários.... ai.. ai me senti uma tapada agora... -.-'

domingo, 11 de julho de 2010

...

Ver um filme sempre é bom porque nos leva para mundos diferentes, como os livros. Histórias de amor entre pai e filhos, irmãos, casais todas bonitas ou que tentam nos mostrar algo mais do que apenas o dois corpos projetados no espaço. Assim são os livros, vejo que dessa forma conhecemos um pouco mais do amor e o que ele representa em nossa vida. Será que temos o conhecimento e o merecimento para um sentimento tão belo e eterno como esse? Pais matando seus filhos, violando seus corpos, casais se matando por algo doentio mas que não é o amor? Sim, porque ele não mata dessa forma rude, doente como vemos nos noticiários. 
Sei que um outro plano essa força tão pura e bela está presente em todos os cantos, presente em cada graça vista. Os animais tem isso, as plantas, mas e os homens? Eles conhecem profundamente o amor? Eles sabem o que ele significa e o que representa? Ele não deveria mover montanhas, fazer as pessoas sorriem com a alma, agraciar a todos com o olhar quente e repleto do mais profundo sentimento, capaz de encher uma sala? Por que não conseguimos noticiar isso, mostrar isso?

quarta-feira, 30 de junho de 2010

bocage, bobagem à vista...

Finalmente após meses procurando, lendo e relendo sobre a pornografia bocageana eu pude apresentar meu trabalho. Trabalho em equipe, permito dizer, sim porque graças as minhas colegas, o trabalho saiu de forma decente e coerente.
A busca no iluminismo para explicar a razão, a força e o sentimento por trás de palavras tão baixas. Pudemos expor a pornografia desde o início dos tempos, com os gregos que viam o sexo como puramente sendo sexo. Afóstones e seus contos, Satirycon entre outros. Os grupos secretos de alguns séculos atrás, diga-se XVII e XVIII, como o Círculo do Fogo, que ao fim de cada reunião orgias sexuais imperavam em cada canto do recinto. Bocage, com sua desbocada poesia, que por um punhado de moedas e, quem sabe (?) cerveja, escreveu sonetos depravando a sociedade culta e a nobreza da época.
Foi bacana apresentá-lo, mais bacana ainda foi ver os rostos dos colegas com risinhos tímidos ao ouvirem palavrões declamados por nós, três mulheres que normalmente ficam num canto da sala. Mas para alguns, diga-se de passagem, a noite valeu por ver um professor sem graça diante de uma classe de alunos universitários com olhos pedintes por um recital. Claro, o professor é quem iria recitá-lo e isso deixa um certo desconforto ao mesmo.
O poema escolhido foi bem singelo e postarei aqui:

Soneto da Mocetona Pudibunda

Bocage
(Soneto localizado em um caderno onde poemas de Bocage e de Pedro José Constâncio
estavam misturados, não tendo se chegado em nenhuma conclusão definitiva sobre a
autoria do mesmo.)


Levanta Alzira os olhos pudibunda
Para ver onde a mão lhe conduzia;
Vendo que nela a porra lhe metia
Fez-se mais do que o nácar rubicunda:
Toco o pentelho seu, toco a rotunda
Lisa bimba, onde Amor seu trono erguia;
Entretanto em desejos ardia,
Brando licor o pássaro lhe inunda:
C'o dedo a greta sua lhe coçava;
Ela, maquinalmente a mão movendo,
Docemente o caralho embalava:
"mais depressa" — lhe digo então morrendo,
Enquanto ela sinais do mesmo dava;
Mística pívia assim fomos comendo.