quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O que há depois que os olhos se fecham?

Além da Vida (HereAfter), com Matt Damon atuando como um dos personagens centrais da trama é um filme para pensar. O tema é forte, muito debatido pelo mundo inteiro, a morte e sua obscuridade, o que há por tras dela, para onde vamos depois que fechamos os olhos para sempre? Ele não responde a pergunta totalmente, mas nos deixa respostas subliminares, que  te levam a pensar muito.
Não vou dizer que esta película é motivante, não, ela é parada em alguns pontos, pesada em outros e capaz de fazer o mais descrente pensar duas vezes antes de discutir o assunto. Damon faz um homem com o dom da visão, ou uma maldição - como o próprio persongem coloca -, algo que o impende de viver uma vida completa e feliz. Incapaz de prosseguir qualquer relacionamento se vê debatendo sobre sua existência. Em outra ponta da história temos a vida de uma jornalista completamente desfragmentada após sobreviver ao Tsunami que ocorreu nas Filipinas e matou milhões de pessoas. Cécile de France é a atriz responsável por encarnar Marie uma famosa, inteligente e esperta jornalista que se encontra em um mundo diferente do seu e tem sua vida virada do avesso. Se não bastasse tanta desgraça nos deparamos com outra persongem, na realidade duas. Em outro ponto do globo, em Londres (sim a história se passa em três lugares diferentes: Paris, Londres e São Francisco) dois irmãos corajosos e amoros são separados de forma brusca e estúpida. Os meninos Frankie e George Mclaren encarnam Jason e Marcus de tal forma que se torna impossível não se emocionar com eles.
Impactante, extasiante, emocionante e reflexivo esses são os adjetivos que encontro para esse filme. Sem mais nem menos. Um filme em que a pipoca se entala na garganta e o refrigerante se torna um refúgio para as lágrimas. Um filme que faz você dar uma volta em si mesmo e começar a pensar sobre o que é sua vida e o que existe após o fim dela.
Além da vida é dirigido por ninguém menos que Clint Eastwood (eu particularmente sou fã desse homem de traço forte e sério). Ator, diretor, produtor, famoso por filmes westerns (em que o enquadramento do seu rosto de lado com os olhos estreitados e um cigarro na boca era sua marca registrada), atuou também em Um punhado de dólares (A Fistful of Dollars), de 1964, onde sua triologia o lançou para o mercado internacional. Após muitas idas e voltas como ator embarcou no mundo da direção na qual arrebatou Oscars e outras premiações importantes como Academic Awards em Sobre meninos e lobos (Mystic River), de 2003. Sua marca agora não é apenas aquele jeito de machão, mas sim a reflexão, o tom pesado de seus filmes.

Veja. Reflita. Aceite.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Não é você que escolhe o vibrador

é ele quem te escolhe." 
Essa frase diz tudo. É do filme comédia De pernas pro ar, estrelado por Ingrid Guimarães e Maria Paula, a película trata a vida de duas mulheres que alcançaram o sucesso.
Como conseguiram? Bem, de uma maneira nada peculiar na visão de milhares pessoas, elas vendem prazer. Não, não é aliciando mulheres para a prostituição e nem homens. Mas brinquedinhos; mágicos. Alice, workaholic, estudiosa, mãe, mulher, com casa própria, carro bom e um emprego de dar inveja naquele seu amigo chato, se vê de cabeça para baixo no momento que uma notícia chega a sua secretária eletrônica.
A partir daquele ponto ela se descobre infeliz, desempregada e desacompanhada. (Triste, né?) Embora descobrisse que aquilo já não fosse o suficiente se vê batendo boca com aquela vizinha, sabe, desinibida, roupas micro-mini e homens lindíssimos na porta, e dá de cara com a verdade nua e crua: tudo ocorreu por sua própria e inevitável culpa. 
E é com essa vizinha desinibida, roupas micro-mini e homens lindíssimos na porta que descobre o prazer, o orgasmo verdadeiro. E vou dizer, a cena é hilária! Ah! Se aquele coelho falasse! (vocês entenderão assim que ver o filme, não se preocupem.) 
De pernas pro ar é assim, leve mas com um contexto sério, onde está o prazer? O gosto pela vida? A liberdade? Mulher pode saber mais que homem na cama? Essas perguntas são respondidas por atos transmitidos em cada frame dele. 
Peço que ao assistirem ao filme reparem em duas cenas em especiais. A primeira é a do coelho, lógico, diz tudo! A segunda é a da calcinha. Coloca a cena em que Katherine Heigl fez em A verdade nua e crua no chinelo!
Acreditem, se precisam sair do cinema com a alma limpa de tanto rir esse é a pedida. 

O trailer para vocês ficarem com mais um gostinho... ui!
http://www.youtube.com/watch?v=BLbxNDADgBs

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

férias, parte II: a leitura

Ver filmes é muito bom, adoro. Assisto e não reclamo. Independentes, hollywoodianos, pipocas, bombas geométricas, nacionais....
Essas férias me dediquei a duas artes que tanto gosto. Filmes e livros. Desde criança ia a biblioteca para ler e sentir o cheiro dos fungos das folhas amareladas nas prateleiras. Fazer o quê; coisa de rato de biblioteca e de pirada das idéias. E numa dessas idas ao grande ajuntamento de livros me deparava com uma frase que me pegava de jeito: "ler é o alimento da alma". Foi o que fiz e que faço até o momento, alimento a minha alma e minha mente com os mais variados títulos e autores. Alguns consagrados, outros conhecidos apenas por quem curte fantasia. Até o momento, digo ao último dia das minhas férias contabilizei um total de 15 livros. Não me vanglorio muito porque a maioria é de fácil compreensão e de poucas páginas. 
Passei por Augusto Curry (o qual recomendo "O Vendedor de Sonhos") e Rachel Caine (a série Morganville Vampires é bacana, leve, rápida. Composta por nove livros, até hoje, conta a história da gênio Claire e sua vida nada pacata como estudante numa faculdade no interior de Textas). Todos, para mim, se surpreenderam quanto ao apelo para o leitor, o uso do anzol literário. Voltados para públicos diferenciados, tanto Curry quanto Caine, ou Richelle Mead (autora da série Vampire Academy, conta as aventuras e descobertas de Rose no mundo em que vampiros, melhor, Morois e Strigoi morrem em batalhas lutadas através da força dos damphir) podem fazê-lo com que você passe horas sentada no sofá sem se dar conta das horas passadas.
Se você acredita que conhecer outras vidas, experienciar outras idéias e aventura vá a próxima livraria mais próxima ou ao navegador aí em cima para um site de ebooks, vai com tudo e não se arrependerás jamais. 

cisne negro

  Black Swan, alguns podem achar que estou me referindo a um bar numa das regiões mais badaladas de Floripa. Outros a uma peça de balé de Tchaikovsky. Bom há uma verdade nisso, pois apresenta essa obra num filme. 


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Dirigido por Darren Aronofsk e com a presença de Natalie Portman e Vicent Cassel no elenco, a película procura tratar toda a dor, a emoção, a revolta que a personagem central da peça apresenta, a Rainha Cisne. Com jogo de luzes, contraste entre o claro e o escuro vemos uma mente doentia tomando posse de um corpo já doente. Portman está excelente no papel principal, uma bailarina comum, presente no corpo de balé de NY, mas com um cérebro desequilibrado e uma mãe assombrada com o seu próprio insucesso.
Intrigante do início ao fim, abalador em certos momentos dando calafrios na pele. Claro que encontramos algumas falhas de continuidade, mas que deixam de ser notadas se votarmos o nosso foco ao texto, a dramaturgia. Negro, obscuro, mas que reflete a alma de muitos que a reprimem. 

http://www.youtube.com/watch?v=5jaI1XOB-bs

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Ponyo, Ponyo!!

Fim de semana dedicado aos amigos. Foi bom revê-los, conversar, bebemorar e tudo mais. Além disso tudo de bom, vi a alguns filmes. Nenhum lançamento, mas digo que um deles é digno do meu comentário. Ponyo, um anime criado pelo grande Hayo Miyasaki, conta uma história simples e inocente. Como todos os desenhos da Gihbli este também possui sua crítica. É possível ver e sentir toda a repulsa que o homem faz perante a natureza.

Ponyo conta a história de uma "deusa" do mar que se apaixona por um menino. É como uma pequena sereia, ela quer ser uma menina para viver ao lado de seu amor, e faz de tudo para isso. O menino, franco e belo de coração a aceita independente da forma que ela apresenta. Os dois passam por provações que ao final é concedido um prêmio, por assim dizer. As críticas aparecem todo o tempo, mas nos olhos das crianças isso não é tão visível, mas adultos, preparem-se! porque isso mostra o que podemos fazer com o mar... o quanto podemos destruir.
Miyasaki foi inteligente em criar essa história, e como em todos os seus animes mostra o quanto a natureza pode ser sua amiga, ou sua inimiga. Recomendo esse filme, bem como todos os outros dos estúdios Gihbli (sou ficcionada por essa companhia e em especial por Miyasaki). 
Aprecio muito o que fazem, seus traços e também a forma como produzem seus desenhos. A maior parte é manualmente, na verdade é para se ter um visual do que irá ser feito pelo computador, leva-se um tempo para construí-los, mas se tornam uma obra de arte primorosa. Suas músicas são outro ponto forte. Pegam como chiclete em sua cabeça, fofinhas, para que as crianças possam cantar e fortes para os adultos não se sentirem fora do contexto. 

Trailer Ponyo:
http://www.youtube.com/watch?v=IFZMfNYgGhs&feature=related

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Já pensou em si mesmo?

O filme dessa semana foi Comer, rezar, amar, de Ryan Murphy. Com Julia Roberts no papel principal o filme tenta mostrar a vida de uma jornalista em busca do seu eu, de sua identidade a tanto perdida. É um encontro com diferentes culturas, diferentes vidas. Um aprendizado, onde nunca sabemos o que perdemos até ter a chance de vivenciá-lo.
Produzido em 2009, ele possui pontos em que podemos nos identificar plenamente, nas perguntas que a própria personagem faz a si mesma. Há momentos parados no filme, mas que compensam a você uma chance de digerir tudo aquilo que está passando à seus olhos. Em outros momentos você chega a se perguntar, estou vivendo uma vida que escolhi? Já dediquei quinze dias, uma semana que seja da minha vida a mim mesma? São perguntas que vão te pegando de jeito até o fim da película.
A fotografia é maravilhosa e te dá a sensação de que o país vizinho é realmente mais belo. Há uma mistura de atores de outras nacionalidades, um ponto para a produção que soube escolher bem os atores. Só o gol contra é a participação de um espanhol no papel do brasileiro. Claro que ele é ótimo ator, não vou tirar os pontos de Jarvier Bardem, mas por que não um ator de língua portuguesa? Um brasileiro? O sotaque ficou um pouco forçado, mas para quem não fala a língua latina não irá perceber esse pequeno deslize.
Vou ser sincera, essa película marcou bem no meu cerébro, por me fazer reflitir o quanto vivemos nossa vida para nós mesmos e o quanto para outros ao nosso redor. Algumas vezes percebo que somos meros marionetes, bonecos articulados que mexem ao sabor do vento soprado pelo vizinho, pelo amigo ou pelo seu amor. É difícil notar que precisamos soltar as amarras, nem que seja por meros segundos, para sabermos que temos uma vida tão grandiosa e abençoada ao nosso poder. Só precisamos saber experimentar, tomar a coragem para seguir em frente.
Recomendo!

Para não deixar de ser vou deixar o link do tio youtube com o trailer do filme.... para ficarem com gostinho de quero mais.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

No twitter está a maior comoção por conta de uma entrevista que a escritora Anne Rice concedeu a uma revista americana. Nela, a autora de livros como "Entrevista com o Vampiro" deixa bem claro que não curtiu a versão vampiresca de Stephenie Meyer. Para ela vampiros não tem o porquê de frequentar a escola, poderiam usar seu tempo para fazer outras coisas mais interessantes, como viajar.
Bom vamos e convenhamos, as duas são boas escritoras porque vende a determinados públicos.
Anne Rice criou um universo vampírico ímpar, onde vemos emoções brotar no mais bruto dos corações. Seu personagem crucial, Lestat, foi despertado aos vinte e poucos anos, egocêntrico, inocente em alguns momentos, amável. O vampiro perfeito. Para mim foi um dos personagens que mais adorei de seus livros. Já Stephenie Meyer fala de um mundo de fadas, onde vampiros brilham como cristais, e voltam a escola de anos em anos. Ambos tem romance, só que no primeiro o mundo é mais malígno, mas evil, e no segundo o romance é parte principal, na verdade o primeiro amor, a vida na escola e coisas do gênero. 
O engraçado é que vemos isso em alguns mangás e animes, onde o primeiro amor é discutido com tanto entusiasmo quanto em qualquer outro lugar. Aqui os vampiros podem andar durante o dia, comer, fazer sexo, ou seja ter uma vida quase normal. 
Perguntei a um amigo sobre isso, e segundo o próprio há histórias de vampiros orientais em que eles tem um vida diferente da ocidental. Não é tão mal e podem fazer realmente algumas coisas. Interessante como o mundo gira não? =3