quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

férias, parte II: a leitura

Ver filmes é muito bom, adoro. Assisto e não reclamo. Independentes, hollywoodianos, pipocas, bombas geométricas, nacionais....
Essas férias me dediquei a duas artes que tanto gosto. Filmes e livros. Desde criança ia a biblioteca para ler e sentir o cheiro dos fungos das folhas amareladas nas prateleiras. Fazer o quê; coisa de rato de biblioteca e de pirada das idéias. E numa dessas idas ao grande ajuntamento de livros me deparava com uma frase que me pegava de jeito: "ler é o alimento da alma". Foi o que fiz e que faço até o momento, alimento a minha alma e minha mente com os mais variados títulos e autores. Alguns consagrados, outros conhecidos apenas por quem curte fantasia. Até o momento, digo ao último dia das minhas férias contabilizei um total de 15 livros. Não me vanglorio muito porque a maioria é de fácil compreensão e de poucas páginas. 
Passei por Augusto Curry (o qual recomendo "O Vendedor de Sonhos") e Rachel Caine (a série Morganville Vampires é bacana, leve, rápida. Composta por nove livros, até hoje, conta a história da gênio Claire e sua vida nada pacata como estudante numa faculdade no interior de Textas). Todos, para mim, se surpreenderam quanto ao apelo para o leitor, o uso do anzol literário. Voltados para públicos diferenciados, tanto Curry quanto Caine, ou Richelle Mead (autora da série Vampire Academy, conta as aventuras e descobertas de Rose no mundo em que vampiros, melhor, Morois e Strigoi morrem em batalhas lutadas através da força dos damphir) podem fazê-lo com que você passe horas sentada no sofá sem se dar conta das horas passadas.
Se você acredita que conhecer outras vidas, experienciar outras idéias e aventura vá a próxima livraria mais próxima ou ao navegador aí em cima para um site de ebooks, vai com tudo e não se arrependerás jamais. 

cisne negro

  Black Swan, alguns podem achar que estou me referindo a um bar numa das regiões mais badaladas de Floripa. Outros a uma peça de balé de Tchaikovsky. Bom há uma verdade nisso, pois apresenta essa obra num filme. 


                        *****....*****
                                               ....****



Dirigido por Darren Aronofsk e com a presença de Natalie Portman e Vicent Cassel no elenco, a película procura tratar toda a dor, a emoção, a revolta que a personagem central da peça apresenta, a Rainha Cisne. Com jogo de luzes, contraste entre o claro e o escuro vemos uma mente doentia tomando posse de um corpo já doente. Portman está excelente no papel principal, uma bailarina comum, presente no corpo de balé de NY, mas com um cérebro desequilibrado e uma mãe assombrada com o seu próprio insucesso.
Intrigante do início ao fim, abalador em certos momentos dando calafrios na pele. Claro que encontramos algumas falhas de continuidade, mas que deixam de ser notadas se votarmos o nosso foco ao texto, a dramaturgia. Negro, obscuro, mas que reflete a alma de muitos que a reprimem. 

http://www.youtube.com/watch?v=5jaI1XOB-bs

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Ponyo, Ponyo!!

Fim de semana dedicado aos amigos. Foi bom revê-los, conversar, bebemorar e tudo mais. Além disso tudo de bom, vi a alguns filmes. Nenhum lançamento, mas digo que um deles é digno do meu comentário. Ponyo, um anime criado pelo grande Hayo Miyasaki, conta uma história simples e inocente. Como todos os desenhos da Gihbli este também possui sua crítica. É possível ver e sentir toda a repulsa que o homem faz perante a natureza.

Ponyo conta a história de uma "deusa" do mar que se apaixona por um menino. É como uma pequena sereia, ela quer ser uma menina para viver ao lado de seu amor, e faz de tudo para isso. O menino, franco e belo de coração a aceita independente da forma que ela apresenta. Os dois passam por provações que ao final é concedido um prêmio, por assim dizer. As críticas aparecem todo o tempo, mas nos olhos das crianças isso não é tão visível, mas adultos, preparem-se! porque isso mostra o que podemos fazer com o mar... o quanto podemos destruir.
Miyasaki foi inteligente em criar essa história, e como em todos os seus animes mostra o quanto a natureza pode ser sua amiga, ou sua inimiga. Recomendo esse filme, bem como todos os outros dos estúdios Gihbli (sou ficcionada por essa companhia e em especial por Miyasaki). 
Aprecio muito o que fazem, seus traços e também a forma como produzem seus desenhos. A maior parte é manualmente, na verdade é para se ter um visual do que irá ser feito pelo computador, leva-se um tempo para construí-los, mas se tornam uma obra de arte primorosa. Suas músicas são outro ponto forte. Pegam como chiclete em sua cabeça, fofinhas, para que as crianças possam cantar e fortes para os adultos não se sentirem fora do contexto. 

Trailer Ponyo:
http://www.youtube.com/watch?v=IFZMfNYgGhs&feature=related

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Já pensou em si mesmo?

O filme dessa semana foi Comer, rezar, amar, de Ryan Murphy. Com Julia Roberts no papel principal o filme tenta mostrar a vida de uma jornalista em busca do seu eu, de sua identidade a tanto perdida. É um encontro com diferentes culturas, diferentes vidas. Um aprendizado, onde nunca sabemos o que perdemos até ter a chance de vivenciá-lo.
Produzido em 2009, ele possui pontos em que podemos nos identificar plenamente, nas perguntas que a própria personagem faz a si mesma. Há momentos parados no filme, mas que compensam a você uma chance de digerir tudo aquilo que está passando à seus olhos. Em outros momentos você chega a se perguntar, estou vivendo uma vida que escolhi? Já dediquei quinze dias, uma semana que seja da minha vida a mim mesma? São perguntas que vão te pegando de jeito até o fim da película.
A fotografia é maravilhosa e te dá a sensação de que o país vizinho é realmente mais belo. Há uma mistura de atores de outras nacionalidades, um ponto para a produção que soube escolher bem os atores. Só o gol contra é a participação de um espanhol no papel do brasileiro. Claro que ele é ótimo ator, não vou tirar os pontos de Jarvier Bardem, mas por que não um ator de língua portuguesa? Um brasileiro? O sotaque ficou um pouco forçado, mas para quem não fala a língua latina não irá perceber esse pequeno deslize.
Vou ser sincera, essa película marcou bem no meu cerébro, por me fazer reflitir o quanto vivemos nossa vida para nós mesmos e o quanto para outros ao nosso redor. Algumas vezes percebo que somos meros marionetes, bonecos articulados que mexem ao sabor do vento soprado pelo vizinho, pelo amigo ou pelo seu amor. É difícil notar que precisamos soltar as amarras, nem que seja por meros segundos, para sabermos que temos uma vida tão grandiosa e abençoada ao nosso poder. Só precisamos saber experimentar, tomar a coragem para seguir em frente.
Recomendo!

Para não deixar de ser vou deixar o link do tio youtube com o trailer do filme.... para ficarem com gostinho de quero mais.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

No twitter está a maior comoção por conta de uma entrevista que a escritora Anne Rice concedeu a uma revista americana. Nela, a autora de livros como "Entrevista com o Vampiro" deixa bem claro que não curtiu a versão vampiresca de Stephenie Meyer. Para ela vampiros não tem o porquê de frequentar a escola, poderiam usar seu tempo para fazer outras coisas mais interessantes, como viajar.
Bom vamos e convenhamos, as duas são boas escritoras porque vende a determinados públicos.
Anne Rice criou um universo vampírico ímpar, onde vemos emoções brotar no mais bruto dos corações. Seu personagem crucial, Lestat, foi despertado aos vinte e poucos anos, egocêntrico, inocente em alguns momentos, amável. O vampiro perfeito. Para mim foi um dos personagens que mais adorei de seus livros. Já Stephenie Meyer fala de um mundo de fadas, onde vampiros brilham como cristais, e voltam a escola de anos em anos. Ambos tem romance, só que no primeiro o mundo é mais malígno, mas evil, e no segundo o romance é parte principal, na verdade o primeiro amor, a vida na escola e coisas do gênero. 
O engraçado é que vemos isso em alguns mangás e animes, onde o primeiro amor é discutido com tanto entusiasmo quanto em qualquer outro lugar. Aqui os vampiros podem andar durante o dia, comer, fazer sexo, ou seja ter uma vida quase normal. 
Perguntei a um amigo sobre isso, e segundo o próprio há histórias de vampiros orientais em que eles tem um vida diferente da ocidental. Não é tão mal e podem fazer realmente algumas coisas. Interessante como o mundo gira não? =3

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

mineiros...circo...furo...

O acidente ocorrido numa  mina de cobre, no Chile, em agosto desse ano foi chocante para todos que vivem da mineração. Melhor, foi para todo mundo, pois não havia notícias de algo assim até então. Acidente, obviamente ocorrem o tempo todo, mas com chances de muitos estarem vivos é difícil; o resgaste, as chances são menores ainda.
O país chileno junto com a NASA tentou e conseguiu, no entanto, salvar 33 homens presos sob o solo, a exatamente 700 metros abaixo de nós. Foi um milagre midiático. O Big Brother que mais vendeu jornal, acredito, até agora. Afinal, qual foi a pessoa que não ligou, por apenas alguns segundos, a TV para ver o que estava acontecendo? Ou procurou na internet, ou então ao colega de trabalho? Sim, isso vende, e obviamente que empresas jornalísticas não iam perder esse fatia. Jornais do interior de países que nada tinham com o caso criaram matérias para falar do acidente, usando exemplo fúteis. Faz parte, é preciso lançar mão da criatividade do jornalista para vender.
Veja, não estou dizendo que tudo isso foi em vão ou que estou sendo incenssata ao escrever que a tragédia foi simplória. Não, a vida de pessoas é importante, assim como de outros animais. Só que não concordo com o circo montado para o evento. Foi uma tragédia, algo que não ocorre todos os dias, triste, mas enfim, eles são cientes do caso. Trabalham num buraco e sabem que a qualquer momento pode acontecer um acidente, ponto. O negócio, para mim, não é o acidente mas a mídia em si que armou toda uma atração, com direito a pipoca e guaraná. Foi um jogo da mídia que rendeu dinheiro para as companhias.
Ao comentar sobre algo no Twitter, um amigo me solta a seguinte frase: "Montanha dos sete abutres". Esse é um filme, visto principalmente pelos alunos de jornalismo. De 1951, Ace in the Hole, com Kirk Douglas no papel de um jornalista, conta a história de um repórter que para conseguir vender seu jornal vai atrás de um furo. Para isso, descobre que um  mineiro está preso numa mina na região do Novo México, EUA. Todo um circo é montado, exatamente como o que vemos hoje. Vende-se muitos jornais e a esperança toma conta do pequeno vilarejo que cerca a mina. O final? Bem, prefiro dizer que é um pouquinho diferente do que vimos com os mineiros chilenos.
É um filme antigo, em preto e branco, mas prende a atenção todo o momento.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

livrinhos!!!

A um tempinho não escrevia. Não, não foi por falta de tempo, mas sim coragem para enfrentar as teclinhas brancas do meu computador.... mas prometo melhorar daqui para frente!
Bom o post de hoje é sobre um livro que li a pouco tempo. Adoro ler, como diria uma frase na biblioteca que minha mãe trabalhava: "a leitura é o alimento da alma", histórias policiais, romances, aventuras, suspense e terror são os que mais me chamam a atenção. E nesse caso escolhi o livro de Chelsea Cain, Coração apaixonado. O nome é xunbrega (como a maioria das traduções) mas a história nos prende do inicio ao fim.  Diria até que foi graças as minhas amigas que pude ter um pouco mais de diversão. Já que não lia a um bom livro policial desde Sherlock Holmes e os do detetive Poirot. 
Bem, esse livro faz parte de serialização que a autora fez, ou seja, para ler esse é preciso passar pelo primeiro, Coração Ferido. Infelizmente as histórias são ligadas, claro que é possível ler um sem precisar do outro, mas para um bom entendimento precisa ler todos, ok?
Bem a história é sobre  uma assassina serial e seu policial, Archie Sheridan. Amor, trapaça, morte, sangue jornalismo, tudo está envolto nesses livros que descrevem com detalhes cenas de tortura e de apreensão. Fique tranquilo não contarei o livro inteiro, apenas umas linhas sobre o que são os livros. O primeiro fala de mortes ocorridas pelas mãos de uma seria killer, apelidada de beleza morta, e a busca incessante pelo policial para saber quem é ela. No segundo, aparecem novas mortes e o possível surgimento de um novo assino nas redondezas, cabe ao detetive Sheridan encontrar o seu rastro, será que ele consegue? Ao mesmo tempo ele precisa superar as marcas do passado... hmmmm =D
hehhehe.... 
O próximo livro é Evil at Heart (algo como Coraçao diabólico... se for traduzir de forma bem chula.... na boa deve ser essa a traducao q darao... -.-) e foi lançado em setembro do ano passado nas livrarias americanas. 
yeah!! =)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

IiiiiAAAAAHHH!!!

Final de semana foi intenso. Diferente dos outros, passei o fim de semana lendo e vendo filmes. Pude até ter o prazer de experimentar dormir à lá campista.... o colchãozinho de edredon tava o bicho =3
hehe Anfã....
Vi a dois filmes bacanas nesse findi, filmes que servem para pensar e para rir, e muito! O primeiro da noite escolhido foi o recém-lançado Killers, que no Brasil entrou como Par Perfeito (ainda não entendo essa de renomear filmes totalmente diferente do original...u.u), com Ashton Kutcher e Katherine Heigl nos papéis principais. A química entre eles está sensacional. Caras e bocas são as principais razões para as risadas, além é claro das falas, isso pode fazer você se identificar com os personagens. A fotografia não é lááá de especial, mas os primeiros minutos do filme mostram um visual bem bacana. Se você está a fim de liberar a sua mente e descansar um pouco da vida de trabalho, casa, filhos, faculdade, etc.... essa é a oportunidade.
Outra película, lançada essa semana em terras tupiniquins, é Katate kid, com Jackie Chan no papel de um homem sofrido mas que inicia a volta por cima após ouvir as palavras de seu aprendiz. É um remake do sucesso de 1984, com Pat Morita no papel que hoje pertence ao mega star chinês. Embora possua o mesmo nome, o atual tenta passar mais seriedade a cada minuto. Lições são aprendidas, coreografias são passadas. Um filme intenso sem deixar de ter a leveza da criança. Outra diferença é a arte marcial aprendida. Sai o Karate, entra o Kung Fu. A arte milenar está em todo o momento e nos deixa vislumbrados a cada cena. Claro que temos que deixar a imaginação rolar quando o assunto é competição, não podemos esquecer que estamos vendo um filme de Hollywood.
Um ponto que preciso comentar aqui é quanto a fotografia. É belíssima, uma obra de arte, claro que a locação do filme ajuda, mas mesmo assim parabéns ao direitor de fotografia, ficou muito bonito. Todo o visual faz um conjuto bacana com a sonoplastia, uma química excelente, em falar nela, os dois atores se entrosaram perfeitamente. Não dá para não ver um e não pensar no outro.
Jackie Chan, à parte, me surpreendeu bastante. Acostumada a ver filmes cômicos seus, esse foi o primeiro que o vi como sendo um personagem mais sofrido, mais sério. Dizem que ele está buscando personagens diferente dos que atuava, para expandir horizontes, não vejo a hora de ver novos filmes dele. =)






Vou colocar aqui os trailers dos filmes...hehe... não perder o costume, né? ^__^
Karate Kid: http://www.youtube.com/watch?v=2SmmxvHLsKk&feature=fvst
Killers: http://www.youtube.com/watch?v=Xn-MRAqsBGM

sábado, 21 de agosto de 2010

cineminha.. uhuuuu

Aqui estou após um tempo no limbo. Pois é, às vezes isso me acontece, fico sem escrever ora por não ter assunto, ora por não ter a paciência que todos juram que possuo para entrar no blog e escrever. Mas anfã... Contando a novidade da última ida ao cinema. Vi a dois filmes que achei muito bons, tipo no quesito pipoca.
O Aprendiz de Feiticeiro (The Sorcere's Apprentice), com Nicolas Cage, é cheio de efeitos e entradas engraçadinhas. Para quem gosta de um filme sessão da tarde, em que não é preciso muito cérebro para entender o enredo, essa é a pedida. Claro, é uma produção Disney e como os antigos filmes da empresa, o bem sempre vence, e o mal, obviamente, se dá mal (ficou clichê...eu sei -.-'). Para mim, o filme já valeu pela cena em homenagem ao Fantasia, desenho de Walt Disney. O aprendiz faz exatamente como o Mickey; encanta vassouras, esfregões e outros apetrechos de limpeza. Inclusive a música é a mesma do desenho, muito bom isso. Por falar o filme foi baseado nessa cena, quer dizer inspirado.
Passando para o próximo filme, O último mestre do ar (The Last Airbender), de M. Night Shyamalan, é outro cheio de efeitos especiais. Baseado no desenho da Nickelodeon, Avatar, essa película foi realizada para os cinemas 3D. Os atores não são orientais, quer dizer, não são como os do desenhos, como se fossem todos de uma única nação chinesa (eu sei, ficou ruim essa explicação, mas não tinha outras palavras em mente no momento), e sim com atores de várias partes do mundo. Inclusive o ator que atuou em Quem quer ser um milionário? está nesse filme. Outro também figurinha hoje conhecida no mundo cinematográfico é Jackson Rathbone, ator coadjuvante da série Crepúsculo.
Bem, o que dizer, eu gostei do filme, bem pipoca, mas não tão engraçado como o desenho. Essa é a diferença entre eles. Se você é fã incondicional do desenho vai sentir falta das partes mais engraçadinhas. Quanto ao roteiro, é bem parecido com o original, tanto que fiquei com gostinho de quero mais ao fim dele. Enfim, boa pedida para se divertir num fim de semana.
Ah! Só um contra nisso tudo, a própria sala de cinema. Foi o fim da picada, falta de respeito, o que você quiser chamar para isso. Você vai até eles, compra um bilhete esperando se entreter numa noite (sim porque filme legendado em 3D só depois das nove da noite... uma pena...) e de repente ele trava! Sim! Trava no meio do filme, como se fosse aquele seu jogo pirata para playstation... foi mal e sinceramente me fez pensar se o cinema possui tanta qualidade assim.... Eu consegui assistir, mas não mais naquele clima do início... foi uma pena... u.u'
ah! vou deixar aqui os trailers dos filmes para ficarem com um gostinho de quero mais.. =)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

devagações

Estou de férias da faculdade e de fato, só estou lendo quadrinhos (mangás na verdade) e literatura fantasiosa... aí vejo o twitter das minhas colegas e de classe e os comentários de leitura são Poe, Leminski e mais cabeções literários.... ai.. ai me senti uma tapada agora... -.-'

domingo, 11 de julho de 2010

...

Ver um filme sempre é bom porque nos leva para mundos diferentes, como os livros. Histórias de amor entre pai e filhos, irmãos, casais todas bonitas ou que tentam nos mostrar algo mais do que apenas o dois corpos projetados no espaço. Assim são os livros, vejo que dessa forma conhecemos um pouco mais do amor e o que ele representa em nossa vida. Será que temos o conhecimento e o merecimento para um sentimento tão belo e eterno como esse? Pais matando seus filhos, violando seus corpos, casais se matando por algo doentio mas que não é o amor? Sim, porque ele não mata dessa forma rude, doente como vemos nos noticiários. 
Sei que um outro plano essa força tão pura e bela está presente em todos os cantos, presente em cada graça vista. Os animais tem isso, as plantas, mas e os homens? Eles conhecem profundamente o amor? Eles sabem o que ele significa e o que representa? Ele não deveria mover montanhas, fazer as pessoas sorriem com a alma, agraciar a todos com o olhar quente e repleto do mais profundo sentimento, capaz de encher uma sala? Por que não conseguimos noticiar isso, mostrar isso?

quarta-feira, 30 de junho de 2010

bocage, bobagem à vista...

Finalmente após meses procurando, lendo e relendo sobre a pornografia bocageana eu pude apresentar meu trabalho. Trabalho em equipe, permito dizer, sim porque graças as minhas colegas, o trabalho saiu de forma decente e coerente.
A busca no iluminismo para explicar a razão, a força e o sentimento por trás de palavras tão baixas. Pudemos expor a pornografia desde o início dos tempos, com os gregos que viam o sexo como puramente sendo sexo. Afóstones e seus contos, Satirycon entre outros. Os grupos secretos de alguns séculos atrás, diga-se XVII e XVIII, como o Círculo do Fogo, que ao fim de cada reunião orgias sexuais imperavam em cada canto do recinto. Bocage, com sua desbocada poesia, que por um punhado de moedas e, quem sabe (?) cerveja, escreveu sonetos depravando a sociedade culta e a nobreza da época.
Foi bacana apresentá-lo, mais bacana ainda foi ver os rostos dos colegas com risinhos tímidos ao ouvirem palavrões declamados por nós, três mulheres que normalmente ficam num canto da sala. Mas para alguns, diga-se de passagem, a noite valeu por ver um professor sem graça diante de uma classe de alunos universitários com olhos pedintes por um recital. Claro, o professor é quem iria recitá-lo e isso deixa um certo desconforto ao mesmo.
O poema escolhido foi bem singelo e postarei aqui:

Soneto da Mocetona Pudibunda

Bocage
(Soneto localizado em um caderno onde poemas de Bocage e de Pedro José Constâncio
estavam misturados, não tendo se chegado em nenhuma conclusão definitiva sobre a
autoria do mesmo.)


Levanta Alzira os olhos pudibunda
Para ver onde a mão lhe conduzia;
Vendo que nela a porra lhe metia
Fez-se mais do que o nácar rubicunda:
Toco o pentelho seu, toco a rotunda
Lisa bimba, onde Amor seu trono erguia;
Entretanto em desejos ardia,
Brando licor o pássaro lhe inunda:
C'o dedo a greta sua lhe coçava;
Ela, maquinalmente a mão movendo,
Docemente o caralho embalava:
"mais depressa" — lhe digo então morrendo,
Enquanto ela sinais do mesmo dava;
Mística pívia assim fomos comendo.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

jogo verde e amarelo

Dia de jogo do Brasil como todos sabem a país para. Bem, mais ou menos. Os jornais ainda funcionam - alguns que não gostam de futebol continuam escrevendo, é claro -, os hospitais continuam no atendimento de pacientes, os bares estão a mil por hora para servir uma legião de torcedores com camisas amarelas, cornetas na mão. Alguns, obviamente não estão trajados dessa maneira simplesmente por saírem de seus escritórios e outros locais de serviço apressadamente. 
Como a maioria dos torcedores tupiniquins me dirigi a um bar da cidade. Eu não estava muito a fim, pra dizer a verdade, mas o Fabio e os nossos amigos sim. Então, lá fomos nós. O engraçado é que todos que lá estavam se sentiram dentro do estádio vibrando por gols perdidos com sonoros "aaaaaaaaahhh"e gritos histéricos de gol!
Foi divertido, deu para ver como diferentes etnias se unem, diferentes religiões e ordem social se reúnem para esse espetáculo que é o jogo de futebol. 

segunda-feira, 21 de junho de 2010

filminho bom nas telonas! =)

Single man, do famoso estilista Tom Ford, é sensacional. A fotografia é toda tratada, dando a impressão de um filme antigo, tipo os gravados em casa pela sua mãe ou até mesmo por filmes que vemos do século passado (você pode escolher).  Possui muitos takes fechados, muita troca de filtros. Todos, claro, com propósitos, sempre evidenciando o que o personagem central pensa. O preconceito é posto nas entrelinhas, assim como a solidão das pessoas. Embora ache que isso entre bastante em nosso consciente no momento em que o estamos vendo. O tema é claro, o amor e como viver com/sem ele.
O roteiro é simples, mas fascinante, te pega na primeira cena/fala. A vida de um professor de uma faculdade americana nos primórdios da guerra fria, sua vida conturbada após perder o seu grande amor.
Ele foi baseado no romance homônimo de Christopher Isherwood e tem algumas peculiaridades do filme como o nome do personagem central, na qual é a de um dos primeiros amores do diretor, bem como a sua marca de óculos, Falconer. 

terça-feira, 15 de junho de 2010

Ruínas

Se é sempre Outono o rir das Primaveras,
Castelos, um a um, deixa-os cair...
Que a vida é um constante derruir
De palácios do Reino da Quimeras!

E deixa sobre as ruínas crescer heras,
Deixa-as beijar as pedras e florir!
Que a vida é um contínuo destruir
De palácios do Reino das Quimeras!

Deixa tombar meus rútilos castelos!
Tenho ainda mais sonhos para erguê-los
Mais alto do que as águias pelo ar!

Sonhos que tombam! Derrocada louca!
São como os beijos duma linda boca!
Sonhos!... Deixa-os tombar... Deixa-os
                                                     [tombar.


Florbela Espanca

domingo, 13 de junho de 2010

coisa nova

Visual novo!
poisé, dei uma olhada no que tinha de novo, e como gosto de fundo preto para leitura achei bacana...mas estou aberta a sugestoes! o que acham?
o modelo antido ou o novo? =3
heheh
aproveitando para dar uma passada tb para dizer sobre a copa. Começou na quinta-feira, com um show, na minha opiniao parado. Simples, como qq pais em desenvolvimento e cheio de corrupçoes deveria ter...ou melhor... acho que o que gastaram com ele poderiam fazer novos investimentos em saúde, educaçao, etc... mas é melhor aplicar a politica do pão e circo do que educar e dar saúde e condiçoes melhores ao povo, não é mesmo?
como qualquer outro ser vivente de televisão estou submetida aos jogos de futebol pela tv. Bom, não e o meu forte, mil vezes um bom livro e/ou filme que 22 homens atras de uma bola, mas ai não consigo conversa num meio rodeado por papos sobre jabulani e afins... -.-'
enquanto posso me entretenho com o que gosto, mas quando não dá.... já sabem neh?! heheh ou querem que desenhe? =p

domingo, 6 de junho de 2010

Fúria!

Normalmente eu só venho comentando sobre filmes, mas o que posso fazer se esse tem sido algo comum em minha simples vida.
Bem como eu só tenho feito isso, vamos aos fatos. Ontem assisti a Fúria de Titãs. O que dizer? bem é bonitinho, algumas cenas bacanas de luta, e é isso. O filme nada lembra o original de 1981, muito menos as histórias gregas de Perseu, semideus, filho de Zeus e apaixonado por Andrômeda. Lutou contra a Medusa arrancando a sua cabeça com a ajuda dos deuses. Já dá para perceber que é bem diferente da sinopse do filme atual, não?
Pois é, se procurarem no google verão várias versões desse mito. Outro ponto, por favor, titãs NÃO são filhos dos deuses Poseidon, Zeus e Hades, pelo contrário! Seriam, como algo parecido com tios.
Crazy, né?! Eles meio que pegaram tudo e refizeram uma sopa e colocaram nesse filme.... uma pena, o mito original seria um prato cheio para esse filme....

segunda-feira, 31 de maio de 2010

no coments...

Vi Sex and the City 2... o que dizer? é legal, ponto. Não é de perto a Carrie do seriado, nem do filme anterior. É como ela descreveu no filme, é a Carrie Preston. O filme é engraçadinho, tem seus rompantes de risos. 
A fotografia maravilhosa, e claro o figurino.
Mas foi soh.... fiquei meio que na expectativa do filme... cade a história??? cade o resto? cade a Carrie??
Acho que ficou devendo.
Outra... foi uma crítica ao modo de vida dos muçulmanos ou foi impressão minha? Fiquei com isso na cabeça.... odeio ficar com essas coceirinhas de dúvida! 

domingo, 30 de maio de 2010

Palestras e outras coisinhas

Semana complicada. 
Estava querendo postar desde quarta-feira, mas faltou tempo e vontade de vir para a frente do computador para isso. Agora sim, dei jeito nisso.

Bom, a semana que passou foi destinada ao evento de letras que ocorre na UFSC. O IV Simpel, bacana cheio de palestras, mesa-redondas, mini-cursos. Enfim, um mundaréu de coisas para estudantes de letras. Claro faltou coisas, como para os estudantes de Libras, italliano, francês... mas nem tudo é perfeito. Lembro que o primeiro só tinha para a turma do português e agora há um leque maior, é assim que se começa né?
Bem, posso dizer que adorei cada palestra e mesa-redonda que fui. Uma das que mais me empolgou foi sobre literatura e teologia. O envolvimento do diabo na escrita, na poesia e afins. Muitas pessoas comentado sobre o assunto que ia do rock e sua formaçao aos livros, a maior de Anne Rice. Foi muito bacana. Posso dizer que me enriqueceu bastante. Além disso, houve outra sobre William Shakespeare, muito bacana, fechou certinho com o que ando tendo na faculdade.
Fora que para mim a semana fechou com o Sarau que o Dr. professor Emílio Pagotto deu para nós. Músicas satirizando a vida universitária, impagável, ou melhor, pagável num barzinho acompanhado de cerveja, muiiita cerveja. =) 
o link do sarau eu posto depois, mas vocês podem conhecer um pouco de sua música, sim ele é compositor, escreve músicas infantis e ainda dá aulas na USP. =)

http://www.youtube.com/watch?v=rd-RA81bW6c


                                                                                                                                                       
                                        prof. Emílio Pagotto em palestra no IVSimpel




Link de uma das palestrantes sobre teopóetica, o diabo na literatura: www.pribi.com.br


segunda-feira, 24 de maio de 2010

Mario kart brasuca

preciso postar isso.... tinha visto essa manhã e depois com a correria acabei não colocando aqui. Mas vejam, um homem, usuário de cadeira de rodas decidiu dar uma equipada no sua possante e com isso passa a andar pela BR101. Isso mesmo! BR101 Brasil! Seus amigos, da onça eu diria, ainda colocaram uma musiquinha do mario kart.
é engraçadinho, mas terrivelmente perigoso!
http://www.youtube.com/watch?v=l4MjeFweHv0

Hood!

A-DO-RO filmes, e um dos motivos que mais me facina é o fato de nos desligarmos da realidade dura que nos cerca por, pelo menos, uma hora e meia. Além do mais você pode notar a familiaridade que algumas cenas possuem, seja por ser parecido com algo que temos ao nosso lado, seja por alguma outra coisa que vimos no passado. Os filmes tem essa conexão, tem essa facilidade de alcançar a todas faixas, todas as etnias. Claro que nem sempre da forma como o diretor gostaria, mas alcança.
Todo esse embromation é só para falar que assisti a Robin Hood no fim de semana. Foi interessante. Digo isso porque ver um herói de infância no corpo de um homem representando alguém com mais de quarenta anos foi estranho. Estranho porque na época em que se passou a história os homens não viviam mais do que trinta, ainda mais um "crussader" (é como eles definiram quem ia para as cruzadas). Mas tirando esse contraponto a história é bacana, mais realista que do que os contos disneianos, embora ela não seja a lenda do Robin Hood conhecida por todos aqueles que a leram quando criança. Recomendo a todos que assistam, é um ponto de partida, pelo menos.

domingo, 16 de maio de 2010

O que um corvo e uma escrivaninha tem em comum?

Finalmente assisti a Alice in Wonderland. Se me permitam dizer foi uma bonita homenagem ao escritor. Burton capturou a essência da personagem e a conduziu belamente por toda a película. Analisando mais a fundo vemos que a história não é a escrita por Lewis Carol (ok não é preciso ir tão fundo quanto a isso), na verdade se passa em alguns anos a frente, com uma Alice bem crescida e indecisa. 
O filme inicia exatamente com isso, a indecisão da personagem, a fuga de seus compromissos perante a sociedade e com isso ela entra na famigerada toca do coelho. Aí deparamos com a marca do diretor. O cenário é obscuro, o personagens possuem dúbia personalidades, mas convenhamos são encantadores. Principalmente o Chapeleiro, eu sei que é o Johnny Depp, mas o personagem por si só nos remete a nossa mente, nosso consciente e inconsciente. Esse é o charme do Chapeleiro.
Os efeitos 3D não me deixaram na mão, a profundidade e até mesmo cenas que me fizeram levantar a mão para alcançar. Enfim, recomendo!! 

quarta-feira, 5 de maio de 2010

dor...dor


Esse poema de Cruz e Souza é tão intenso para mim, o conheci a séculos atras na escola...e até hoje ele faz muito sentido ao que vivo, penso ou sinto...enfim, esse poeta catarina, escritor da dor, da cor, da musicalidade é até hoje, para mim, o mais importante em inspiração....
*_*_*_*


Gargalha, ri, num riso de tormenta,
como um palhaço, que desengonçado,
nervoso, ri, num riso absurdo, inflado
de uma ironia e de uma dor violenta.
Da gargalhada atroz, sanguinolenta,
agita os guizos, e convulsionado
salta, gavroche, salta clown, varado
pelo estertor dessa agonia lenta ...

Pedem-se bis e um bis não se despreza!
Vamos! retesa os músculos, retesa
nessas macabras piruetas d'aço. . .

E embora caias sobre o chão, fremente,
afogado em teu sangue estuoso e quente,
ri! Coração, tristíssimo palhaço.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

aventuras da mente, não do corpo.

Esse post é grande...deixe-me explicar...ontem voltei a jogar RPG, hehehe, e por acaso o mestre do jogo encotnrou as antigas fichas de uma outra aventura que minha turma fez.
Por isso decidi colocar aqui no Blog algumas paginas....hj é apenas um início.... para irem se interando com ela. Foi muito gosto esse tempo. Ri muito, me diverti muito, deixei minha mente ir muito mais longe do que diziam. =)

****

Olá,

Vou começar dizendo quem sou para não ter muitas dúvidas no futuro. É que falar muito não é lá o meu forte, mas através de meus pensamentos postos neste diário vocês terão a noção sobre quem sou e como vivencio minhas aventuras.

Meu nome é Arwaine, sou uma elfa e decidi desde pequena que seria uma grande maga. Apesar de nova, 129 anos élficos, ou 18 anos humanos (sempre preciso me lembrar disso, porque sei que a maioria dos que me conhecerão são homo sapiens sapiens, não seres de minha espécie) recebi um treinamento intenso desde muito mais jovem, já que meu mestre concorda com a minha atitude de ser uma grande maga no futuro. Por falar nisso, seu nome é Enialies, o sábio, e o conheci quando meus pais me deixaram em sua casa quando tinha sete anos humanos. Portanto, para mim ele mais que um mestre, é um pai.

Meus pais biológicos eu não lembro muito bem. Tenho vagas lembranças, como a de que minha mãe era uma exímia guerreira elfa, esguia e ágil como devem ser. Meu pai foi discípulo de meu mestre, portanto ele provavelmente estava tentando ser um grande mago também. Na época de meu abandono eu pensava muito no porquê de tudo aquilo. Qual o motivo de me deixarem na casa de um velho mago. Entendi depois com o tempo, claro. Eles estavam em busca de tesouros em terras muito distantes. Acredito que eles até estejam bem agora, provavelmente vivendo em alguma vila como pessoas distintas que representavam.

Mas desde que descobri sobre meus pais e a forma do porque vim para sua casa que meu mestre mudou sua forma de me tratar. Talvez seja para melhor, afinal aprendi muitas cosias sobre ataque e defesa desde então. Além disso, ele me liberou mais para caminhadas, algo que adoro, mas que sempre era impedida - inexperiência nesse momento não conta como ponto a favor. Foi nessas minhas caminhadas que conheci meu grande companheiro, Putz Grila. Esse simpático corvo deu muito trabalho no início, como todo começo de grandes amizades era preciso conquistá-lo. Tive de utilizar minhas habilidades mágicas, além de minha inteligência para torná-lo meu companheiro - eles gostam disso não se preocupem. O vi pela primeira vez próximo a um carvalho, quieto observando tudo com seus profundos olhos pretos. Com mãos impostas pro ar comecei minhas tentativas de transformá-lo em meu amigo. Já estava perto do almoço quando finalmente, em um momento de deslize por parte dele, consegui dominar sua mente. Assim, Putz Grila veio a se tornar meu fiel amigo. Normalmente ele fica no meu ombro esquerdo e a qualquer momento em que precise, lá está Putz Grila para me ajudar. Obviamente, por conta de nossa conexão mental – que ocorreu do uso da magia –, sempre que ele se fere eu sinto de tal maneira que há a nítida impressão de estar ferida também.

Moro na vila de Ralfest e lá conheci Astin, uma halfling que sempre aparece nos momentos em que o cheiro de comida está surgindo no ar. Em uma de suas idas em minha casa pude descobrir suas habilidades como ladina. Foi engraçado, pega com a mão na massa, mas tudo bem, pois acredito que ela ainda não desconfie sobre a minha descoberta.

sábado, 10 de abril de 2010

amar ou não?

o amor cortês é algo diferente, platônico e impossível a meu ver. Ontem conheci a história de uma freira, teve uma paixão avassaladora por um homem do exército, um tenente. O tempo os separou, ele precisava ir para outro país, ela ficou na terra natal, ele arranjou outra mulher para amar; ela desejou a morte e viveu a melancolia de seu amor, do seu ato de amar. Amar-se não era o suficiente e para isso precisava mandar cartas pro objeto amado. Foram publicadas cinco delas. E um trecho eu posto aqui. São cartas de lágrimas, de dor e de orgulho ferido.

*-*-*-

"Aceito, assim, sem uma queixa, a minha má fortuna, pois não a quiseste tornar melhor. Adeus: promete-me que terás saudades minhas se vier a morrer de tristeza; e oxalá o desvario desta paixão consiga afastar-te de tudo. Tal consolação me bastará, e se é forçoso abandonar-te para sempre, queria ao menos não te deixar a nenhuma outra. E serias tão cruel que te servisses do meu desespero para te tornares mais sedutor, e te gabares de ter despertado a maior paixão do mundo? Adeus, mais urna vez. Escrevo-te cartas tão longas! Não tenho cuidado contigo! Peço-te que me perdoes, e espero que terás ainda alguma indulgência com uma pobre insensata, que o não era, como sabes, antes de te amar. Adeus; parece-me que te falo de mais do estado insuportável em que me encontro; mas agradeço-te, com toda a minha alma, o desespero que me causas, e odeio a tranquilidade em que vivi antes de te conhecer Adeus. O meu amor aumenta a cada momento. Ah, quanto me fica ainda por dizer..."

quarta-feira, 31 de março de 2010

me emocionei....

Estava, como sempre de bobeira lendo os jornais quando resolvi dar uma entradinha no twitter. Sim, eu tenho uma conta no twitter. O microblog é bacana, me mantém atualizada e também foi um meio muito útil de continuar os contatos com amigos (caso alguém queira me conhecer lá, estou como celinaluiza). Então, estava lá lendo notícias e o que amigos e outros a quem sigam estavam escrevendo quando resolvo entrar numa página de alguém diferente.
Essa menina, a Anne, tem um blog e esse é o motivo do qual estou escrevendo hoje, nooossa! o blog dela é tão poético, bonito, Adorei! O seu último post foi mesmo de emocionar. Estou meio emotiva nesses últimos dias é verdade, mas o depoimento dela sobre o casamento...foi lindo! Pra quem quiser conhecer é só visitar o blog dela =) coloco até aqui nesse post pra facilitar pra vcs ;p
http://anne-sama.livejournal.com/

terça-feira, 23 de março de 2010

livro apocalíptico

Matar o tempo é algo que consigo fazer com alguma facilidade. Se não é passeando, totalmetne a ermo no shopping, é vendo um filme ou lendo um livro. Então, essa sexta eu precisava fazer isso, já que tinha fisioterapia num horário e aula somente no fim da noite (diga-se oito horas; pra uma pessoa que acorda as cinco esse horário eu já tô com o cérebro dando votlinhas). Seriam quatro horas de tempo livre, aos quais eu prefereria estar em casa, curtindo minha família, mas como não foi possível, lá fui eu.
Decidi não passear no shopping com o risco de ficar ainda mais pobre que já estou, então saquei meu vale-filme e fui rumo às salas escuras. Essa semana, por sinal, há alguns bons filmes pra escolha, por isso decidi por uma aventura meio sombria, que já tinha ouvido os comentários positivos da minha irmã. Ingresso adquirido, lá fui eu ver O livro de Eli. Já nas primeiras cenas deparamos com um universo seco, sem vida. O cinza domina o tempo todo o cenário desse filme apocalíptico.
Não vou dar muitos detalhes dele para não causar spoillers, mas posso escrever do que se trata, certo? Bom, é sobre a salvação do homem por meio de um livro, um único exemplar sobrevivente de uma chacina. Naquele tempo, os homens não sabem mais ler, não possuem nenhum tipo de higiene (por não haver mais água sobresalente) e não podem mais ficar a luz do sol sem qualquer tipo de proteção. Tudo isso ocorreu após uma enorme guerra que destruiu tudo quanto era tipo de civilização. Os que sobreviveram tornaram solitários e selvagens. Eu diria que se trata de uma idade média, mas modernizada. Eli, é um homem solitário, um cavaleiro, como os da época da távola redonda, que está em busca de um lugar no oeste para findar a sua missão. É um homem centrado e extremamente violento. Toda a sua vida se transforma no momento em que decide tomar partido numa cidade (sim, existem embora sejam muiiito poucas) e começa a utilizar aquilo que aprendeu com o livro.
Peraí! Se as pessoas não sabem mais ler, como um livro vai mudar tudo? bom essa resposta veio logo depois de dez minutos de rolo, alguns sobreveviram ao holocausto e portanto, ainda sabem ler. Claro, leitura é questão de prática, então esses são os que ainda continuaram lendo depois do apocalipse, sacou? ;p
Foi uma boa sacada do diretor, e vale dizer, Denzel Washington está excelente no papel! as roupas, o cenário tudo ficou muito bacana, ver uma San Francisco ruída é algo que choca, mas que vale a pena assistir.
Fica aí, então, a dica!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Shutter Island

Fazia tempo que não assistia a um suspense, aqueles à la Hitchcock, cheio de músicas sombrias, fotografias tenebrosas e frases confusas. A ilha do medo, de Martin Scorsese foi assim. A príncipio acreditava que seria um policial com toques de terror, com sustinhos ao longo do filme. Afinal, era o que dizia no folhetinho de resumos do cinema. Me enganei. A película é baseada na novela de Dennis Lehane e conta a história de dois policiais federais enviados a uma "ilha-presídio-psiquiátrico" para desvendar o desaparecimento de uma prisioneira. A vida deles muda ao entrar na ilha, onde sofrem diversos contratempos, como um furacão.
A fotografia é puxada para o cinza e o preto, com retoques de azul, para deixá-lo tenso, o religioso aparece em alguns momentos - uma assinatura de Scorsese, em bora sutil, ela surge em forma de perguntas ou até mesmo em imagens ditas por si só, basta prestar atenção que você verá lá. A música o deixa apreensivo, os toques longos seguidos por melodias curtas me deixou um pouco nervosa, mas me davam a sensação de que algo ruim ia acontecer com o personagem. (Foi o que senti desde o início do filme, o que me deixou um pouco decepcionada, é meio previsível isso, mas nada que impessa uma ida ao cinema mais próximo para assistí-lo).
Eu, particularmente, adorei o filme, me senti puxada pela história, embora um pouco confusa, é verdade, mas cheia de fatos e meia verades que me deram a sensação de uma "homenagem" aos filmes "hitchcockianos", novemente, digo, assistam! =)

quarta-feira, 3 de março de 2010

o erótico me persegue.....

Ontem começou minhas aulas na UFSC. Foi estranho, rever os corredores e rever colegas, estranho porque não me sentia como estudante até pisar nos corredores do prédio e reconhecer os rostos de colegas que não via desde o ano passado. Já na aula, tive a feliz (infeliz?) notícia que terei que recitar um poema português. Para mim não é problema ler poesia, recitar seria o apropriado, mas em voz alta para uma sala com 40 pessoas, bom aí o negócio muda de figura, vamos ver como vai ser.
Outra novidade é que terei contato com a pornografia escrita, de novo. Acho que isso me persegue, Boca do Inferno, Satyricon e agora Bocage. Bem fui atrás dar uma olhadinha sobre quem foi esse ser e me deparei com alguns poemas dessa boca suja, heheh. Bem é um light se você resover Satyricon (depois desse livro quase tudo é light para mim), mas ainda sim pornográfico.
Aí está um poeminha dele:

SONETO DO GOZADOR COÇADOR]



"Apre! não metas todo... Eu mais não posso..."
Assim Márcia formosa me dizia;
— Não sou bárbaro (à moça eu respondia)
Brandamente verás como te coço:

"Ai! por Deus, não... não mais, que é grande! e grosso!"
Quem resistir ao seu falar podia
Meigamente o coninho lhe batia;
Ela diz "Ah meu bem! meu peito é vosso!"


O rebolar do cu (ah!) não te esqueça
Como és bela, meu bem! (então lhe digo)
Ela em suspiros mil a ardência expressa:

Por te unir fazer muito ao meu umbigo;
Assim, assim... menina, mais depressa!...
Eu me venho... ai Jesus!... vem-te comigo!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Hey Carol! I`m here....

Quem nunca teve um amigo imaginário? De ficar horas brincando de forte, ou de construir uma cidade inteira com areia e alguns gravetos?
Spike Jonze tentou projetar isso em seu filme Onde vivem os monstros (Where the wild things are, Warner Bros., 09). A solidão é a tecla mais usada por aqui, às vezes em SAP.
Primeiramente deixe-me falar que antes de ir ver o filme me falaram que era bem parecido com A história sem fim. Bem vamos dizer que eles são parecidos em dois aspectos: o primeiro em ambos os filmes os personagens principais são crianças sozinhas, sem alguém para lhes fazer companhia. Número dois, os bonecos e o mundo paralelo; nos dois vemos aqueles olhos gigantes, o sorriso desengonçados deles. Mas para por aí. O mundo, bem eles são paralelos, mas se diferem um do outro. O primeiro é o mundo de fantasia, cheio de mitos, magia e criaturas; o segundo é apenas um lugar onde seres fantásticos vivem e tentam aprender com os seus erros e egoísmos. E aí, eu até me atreveria a dizer que esses seres seriam os ids de Max e daqueles que convivem com ele no mundo real.

Jonze criou uma história simples (embora seja uma adaptação das histórias de mesmo nome, do autor Maurice Sendak), onde de mansinho, mostrou como fomos criados, e quem são as crianças criadas por pais ocupados. Momentos de solidão, brincadeiras com amigos e aventuras que fogem o real. Isso é a vida. Nada mais, nada menos. Como toda criança, Max, também precisa de atenção. É um menino como qualquer outro de sua idade, mimado, egoísta e criativo. Vemos isso no decorrer da história, sua mente voa aos mais altos pedestais da fantasia. A fotografia é encantadora, acolhedora em alguns momentos pelos tons de dourado e amarelo, em outras nos remonta a depressão do personagem, um escuro cinza tomando conta de cada pedacinho da película.
Não é um filme para ser visto apenas como entretenimento, mas para pensar profundamente em como vemos os nossos momentos de total solidão, nossos egoísmos e possessões. Acredito que esse era o ponto que o diretor queria chegar aqui, e para mim, ao menos, conseguiu.


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Quem é você?


O que agente guarda de coisa no computador é de deixar o queixo no chão. Foi limpando uma pasta minha que encontrei isso, heheheh... Uma amiga, desenhista, quem me mandou. Sempre que vejo faço a brincadeirinha e rio muito com a situação. E é por isso que to postando hj aqui. =o)
So enjoy it!!! 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Nants ingonyama bagithi Baba

Ontem veio ao mundo mais um anjo, Thomas nasceu branquinho, enrugadinho.
Não parecia em nada com um bebê de verdade, mas daqueles que agente brinca quando criança, de brinquedo. A princípio não queria vir pro lado de fora da barriga da mamãe, fez de tudo pra ficar lá dentro, dando um pequeno susto nos mais novos papais do pedaço. Por isso, veio de cesariana, contra a vontade da mãe que queria um parto normal super tranquilo. Tudo bem, dizem os mais experientes, os dois estão bem então está tudo ótimo.
E com os pulmões a flor da pele, Thomas já nasceu berrando. Veio provar ao mundo que a voz dele precisa ser escutada por todos. Pra dar uma sorte ao médico, assim que ele o levantou pra mostrar no mais estilo Rei Leão, o bebê fez um xixi básico no jaleco do homem da saúde. Êta menino temperamental esse! hehhe
No colo do papai, que mostrava todo orgulhoso a sua prole, o pequeno anjo gemia, descobrindo que produzia algum som estranho. Novas descobertas vão pintar a todo instante pra esse menino que fez questão de dar um certo trabalhinho, no melhor caso de "desce e arrasa". Ele vai prontar muito, como toda criança feliz, como seu irmãozinho que de tão eufórico e curioso provoca as mais divertidas risadas nos mais velhos.
Seja bem-vindo Thomas, assim como seu mano Arthur, você já é muito amado por todos nós.

ah! a tradução do tópico é: Aqui surge um leão, pai. (música da animação da disney O Rei Leão)

domingo, 7 de fevereiro de 2010

eu sou o sol

Ele está lá brilhando, um amarelo quase branco domina o céu sulista,
o rei dos reis, está lá mandando seu recado, glorioso perante os demais astros do espaço.
Uma sombra? Só a que queima em nossa imaginação, fervendo junto aos calores desse verão que acontece nesse início de 2010.
Pelo corpo uma gota corre, safada, chama a atenção por onde passa.
Não é a mais bonita, porém domina os caminhos por onde as mentes mais profanas não conseguem.
O calor mata, torra, engana.
O que vemos não são mar de rosas,
são mares de fumaça, que brota do asfalto preto atrás de um pouco de frescor.
O mar, o que refresca, o que abençoa a alma está lá,
longe, imponente mostrando que até ele se reverencia ao astro rei.
O que fazer?
O que vestir?
Nu em pelo já não me faz mais sentir a tranquilidade de uma sombra.
Dormir perante ele já não mais me sacia.
Ver as mil faces de uma branca nuvem num céu de brigadeiro também não,
apenas a face terna de um vento, forte mas nem tanto, dizendo a minha roupa, ao meus cabelos baunçados na grama outrora verde, "acalme-se, estou aqui para lhe dar um pouco de paz.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Oi! oh eu aqui!!!

Vi essa foto no blog de uma amiga e achei sensacional! ´
Eita bichinho curioso esse! Viu um negócio que brilha na luz apontando pra perto dele e foi lá, como quem não quer nada, dar uma xeretada!
hehehe
Amei! *_*



segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

sinto...

Saudade é uma palavra bonita no português exprime um sentimento triste, feliz...
é difícil dizer em palavras soltas sem ao menos expor uma lágrima traidora.
A dor no coração, o buraco aberto por ela é por demais grande,
fica difícil dizer, falar, gesticular.
Fica complicado demonstrar aos outros, o sorriso que tu me davas,
as palavras sinceras, os dizeres de aviso.
Saudade
contigo eu sabia o que fazia, sabia se era legal ou ilícito.
Agora, estou perdida.
Pensamentos, ações que ficaram na mente e não se transformaram em gestos.
Saudade...
Amiga, fraterno, o que me resta?
Apenas a saudade.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Elementar meu caro Watson!

Hoje fui ao cinema ver Sherlock Holmes, de Guy Ritchie. Muito bacana, todos os elementos que ele estão ali. O interessante foi a forma como ele montou o detetive mais conhecido da Inglaterra. Um homem problemático, solitário, que tem o seu melhor amigo como um irmão de alma, ou do coração. Mas os elementos originais ainda estão, como a dedução lógica, o seu cachimbo...
Ai, ai...um pipoca bom pra assistir, assim, quando você não tem o que fazer para, claro, pegar os livros desse interessante detetive e lê-los!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

diferença no preço

Ontem foi um diferente em minha vida. Não, não fiz nada louco não, mas é que foi dia de procurar preços e me demorar no centro enquanto o tempo armava aquela chuva torrencial (normalmente eu prefiro ficar em casa a sair em tempo instável).
A meta do dia foi procurar por preços de carrinhos de nenê. A diferença de preços é gritante! Procurei não por aqueles mais simples, que a criança fica toda amassadinha nele, na verdade eu fui atrás de um em que o bebê possa dormir no carrinho nos primeiros meses. Bem bonitinho.
Enquanto em algumas lojas eu vi por R$270,00 em outras eu vi o mesmo carrinho, deixa eu frisar de novo, o MESMO carrinho, por R$500,00. É praticamente, 50% mais cara!
O.o
Eles acham que somos trouxas? Ou o quê?
Foi revoltante! Ò.Ó

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Vamos de novo? =3

Acho que bati meu record de ver o mesmo filme nos cinemas. Foram três idas ao cine para ver Avatar. Hehehe.. eu realmente adorei o filme! Amei os gráficos, a história é meio clichê, mas muito bacana. Pra variar, aconselho a todos a irem!
ah! deem preferência ao 3D... é muito mais bacana ver os efeitos, achar que vc está no meio das chamas ou da floresta.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Preparando pro novo ano.

2010 começou! Promessas novas foram feitas e seladas com os fogos de artifícios do primeiro minuto desse novo ano. Novas regras foram criadas e precisam ser estabelecidas e novas oportunidades surgirão e deverão, obviamente, ser pegas. Não estou falando diretamente de mim, pelo contrário, é a todos aqueles que olharam para o céu à zero hora do dia primeiro, ou para o mar, enfim, criaram novas expectativas para esse ano.
Prometi que iria fazer muitas coisas diferentes nesse novo ano, e espero com toda a certeza realiza-las! Vendo um filme essa noite senti a vontade de escrever e declarar isso com todo os meus pulmões, embora num apartamento à uma da manhã não possa fazer isso, mas o que conta é a intenção já diriam os sábios.  O filme era simples, uma história de duas mulheres dividas pela época e com a comum vida de mulheres amantes por comida, não salchicha com miojo, mas de comida boa, gostosa e feita em casa. É ultrajante falar isso a tantos que passam fome, me desculpem, mas a vida delas me deram um motivo a mais para escrever aqui. É algo que preciso ter; força de vontade e criar oportunidades, quem sabe, elas irão aparecer e assim conseguir realizar meu planos de bom ano.
Estou finalizando esse post ficando aqui o meu relato: realizar o que se tem vontade e afinidade, ser feliz com o que é, e não com o que você acha que é, uma fórmula a que devemos conectar em nosso corpo e transforma-la em algo que aconteça. Não apenas em sonhos.